quinta-feira

Recuerdos de Fronteira

Não
talvez ainda tenha cacos de vida numa bota dessas. Mas tinha uma que tinha uma aranha. Amputamos o recruta. Colores canosas no meu colchão. Se escuta asas do norte. De Macau. Mocinhos pequenos fazem mais uma ronda de busca. Todos virgens em oitenta por cento. Três explodem quatro se cagam e agora são só oito para todas as outras minas. Amarelinha um jogo de adivinha valendo o cordão umbilical. Saia menos saia. Coxa grossa nova dando cadência numa bunda de morder na contra mão. Atenção. Paraliso Paraíso. Sola norte morte chão. Desculpas ininterruptas. Recuerdos de Montevidéu. Quanta farda. Fardo. Fado. Peso camuflado. E o sonho estridente deixa sete amores surdos. Manilhas de um túnel pro centro da terra escoam mortos para a incineração.

4 comentários:

berimba de jesus disse...

reforçado pelo tombamento!
axé

compulsão diária disse...

Que surpresa boa! Alguém do Cep.
E com texto forte, seco e sensual. Tentei escrever assim, mas desativei o antigo Compulsão para retomá-lo numa rua de mão dupla.
Vai lá, vai?

fabiano Silmes disse...

Reforço o coro dos contentes e Sorvo os seus versos com olhos atentos e a mente solta no vento.

Abraços e força sempre!!!

solnalata disse...

Heyk!!
que poesia boa hein mano!!!!
é indescritível, é um tapa com tudo que esse tapa tem.
Aire!!

crédito do desenho no cabeçalho: dos meses duro, nanquim sobre papel, 2010 Philippe Bacana