é a cara de um cara sujo
é o coro de um quero e digo
exportaremos chorume
os cheiros ardem os fatos
é um gás carbônico movie
dias densos de teste do sensato
sentidos do urbano mítico
são velhas caras e novos símbolos
no exagero do fascínio da buzina
correm saltos a gritos ritmados
que entortam e emparelham filas
nos hecatombes de encontros marcados
marmita alumínio e plástico
ou flácido dia de domingo
há calos de certezas calcadas em tamancos
na multidão com código de barras
se abrem espaços claros de medos brancos
e os dias entortam quinas em meio às brasas
comboio de tradição barraca
manada imensidão de estouro
tumulto
é o coro de um quero e digo
é a cara de um cara sujo
heyk, para alê souto em 19 e 20 de janeiro de 2009