sexta-feira

Entre águas (poema 3)

Meia pauta
Para todos os males digestivos

No topo de uma corda hipnotizada
[Qualquer sincretismo é sincero
E real]

Daqui do auto alto
É possível ver tão longe
Que se enxerga o futuro

Tragam menos mantimento
E mais munição

.
.
(3 de 4, publicado na revista Chute 2)

11 comentários:

Victor Meira disse...

"Tragam menos mantimento
E mais munição"

Hahahahahaha, óóótimo.
Boa, terminei rindo aqui.

"[Qualquer sincretismo é sincero
E real]"

Viva esse dogma. Penso que o mundo é todo uma coisa só, a partir do momento que é possível criar uma metáfora. Falar de uma coisa usando outra. Se tudo é metaforizável, o mundo só muda de roupa.

E esse papo de auto-alto, hein nego? Tá grandão assim? Dá um pedaço ae, viadinho.

Legal, meu velho. Entre Séries tá me agradando bem. Linguagem simples. Pouca figura. Figuras bacanas.

Cê gosta?

Gaja disse...

Querido companheiro. Quer dizer que o interior paulista perdeu um revolucionário e o Rio ganhou um homem-bomba?! Sorte dos cariocas e de nós, retirantes!
Bom lhe encontrar e poder ler sua mente.
Abraço, Paulo (aquele, psolista e paulista)

Don Caco disse...

haja ácido gástrico

na rede ta rolando uma tal "igreja invisível". haja sincretismo...

haja visto.

Ca:mila disse...

alto de santa teresa

compulsão diária disse...

Futuro em guerra, Centauro!
Beleza de poema. Comecei pelo 3 e vou decrescendo back to the future, man. victor dá dicas no comentário. Salve!

Guto Leite disse...

Achei menos apaixonante que o anterior, meu caro, mas tens o domínio da coisa. Deve ser impossível que faças um poema ruim, rs... Abração!

william disse...

Vou providenciar as espingardas e os estilingues.
E aproveito pra chegar aí no alto e trocar umas idéias contigo, a gente tá precisando, abração e até.

Pó & Teias disse...

Hola, Heik

aqui mais informações a respeito da batalha de Ñu Guassu (ou Acosta Ñu):


http://www.agendadereflexion.com.ar/2007/08/378_los_chicos_de_la_guerra.html

Pó & Teias disse...

bom, se não conseguires visualizar volte ao post: Uma criança arde nos campos de Ñu Guassu, no Pó & Teias.

abraços
RP

Heyk Pimenta disse...

Amicci, legal a participação. Legal mesmo, sempre fico viajando nessa coisa do " onde o poema de toca" e as repostas sempre são legais.

Olhem, sobre esse tópico tá rolando uma série de discussões lá no manazinabre.blogspot.com acompanhem que presta tbm.

No mais, vamos de poesia e outros mais que fizer ficar com uma cara que valha o dia.

Heyk Pimenta disse...

E victor: eu ainda vou mais longe:

topo e proponho que não: que não são as mesmas coisas que o mundo é.

Acredito que não só as formas de lidar com ele mas também o próprio mundo seja outro de lugar pra lugar.

adotei o perspectivismo do Eduardo Viveiros de castro e boto fé que a coisa é por aí. não tÔ muito nessa do multiculturalismo: um objeto, várias formas de vê-lo, mas sim: muitos objetos, muitas formas de vê-los.

crédito do desenho no cabeçalho: dos meses duro, nanquim sobre papel, 2010 Philippe Bacana