segunda-feira

Entre águas (poema 2)

Quatro
Milhões de velhices
Pássaros nos traços de um oco
[Caiamento dos timbres]
Som branquiço chupado

Nas horas de então
Qualquer cubículo serve
Qualquer desenho

Soluço morno da fumaça


(poema publicado na revista Chute 2)

8 comentários:

Guto Leite disse...

No crivo, poeta! Ótima semana e arte!

Ca:mila disse...

muito bonito esse contorno.

Victor Meira disse...

É poema a nanquim... lindo, nego. Me lembrou um dos últimos do Carretel do Bacana.

Bêjo!

Don Caco disse...

cof cof

ritmado
minino de brilho.

Ca:mila disse...

Heyk! Feliz fico eu em saber que você gostou daqueles mares, quanto a construção...foi a deus dará!

Beijo

Ca:mila disse...

Ah, outra coisa:
"soluço morno de fumaça" é muito palpável.

Gostei demais desse.

william disse...

Nada muito definido o que deixa o espaço aberto para infinitas possibilidades de assimilar os versos.Um poema de sugestões.
Abração e até.

Heyk Pimenta disse...

Caros e cara,

lá vamos nós pensando poema.
Eu gosto mais desse segundo poema do que o que eu postei antes. Acho menos plausível nas imagens, isso me agrada. Acho o desfecho pulado, um daqueles poemas sem fim. Isso é até meio regra da nossa poesia em alguns momentos. Pra ler essa coisa do sem fim ajuda bastante a fazer quem escuta perguntar: acabou?

E tbm na penúltima estrofe me interessa a repetição da palavra qualquer.

Enfim, vamos lá.

poema novo:

crédito do desenho no cabeçalho: dos meses duro, nanquim sobre papel, 2010 Philippe Bacana